Ataques de IA: 32% das empresas já são alvo. Saiba como se proteger

10 de nov. de 2025

Ataques de IA: 32% das empresas já são alvo. Saiba como se proteger

Em 2025, a Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa futura para se tornar um motor central de produtividade, experiência do cliente e eficiência operacional. No entanto, essa adoção acelerada abriu uma nova superfície de ataque que a maioria das empresas ainda não sabe como defender. 

Segundo o Gartner, 32% das organizações sofreram ataques contra suas aplicações de IA no último ano. Esse dado alarmante sinaliza uma mudança crítica: os cibercriminosos não estão mais usando a IA apenas como uma ferramenta para criar phishing ou deepfakes mais convincentes — embora isso também seja um problema crescente, com 62% das empresas relatando ter sofrido ataques com vídeo ou áudio de IA (deepfakes). 

O novo risco é a IA como o alvo. Os ataques agora são direcionados aos próprios modelos de linguagem (LLMs) e sistemas de machine learning. As ferramentas tradicionais de cibersegurança, como firewalls e antivírus, não foram projetadas para entender ou bloquear esses novos vetores. 

A segurança de IA não é mais um tópico para o futuro, é uma necessidade de governança imediata. 


A nova superfície de ataque: O que é Prompt Injection? 

Quando uma empresa conecta um LLM a seus sistemas internos, seja um chatbot de atendimento ao cliente com acesso a pedidos ou uma ferramenta de análise interna com acesso a bancos de dados, ela cria uma nova porta de entrada. Os ataques à segurança de IA exploram como o modelo pensa e toma decisões. 

Diferente de um ataque de malware tradicional, os ataques de IA são baseados em linguagem e lógica. Os principais tipos incluem: 

  1. Prompt Injection:  

Este é o ataque mais comum e perigoso. O invasor insere instruções maliciosas escondidas dentro de um prompt aparentemente inofensivo. O objetivo é fazer com que a IA ignore suas diretrizes originais e execute uma ação não autorizada. 

  1. Data Poisoning: 

Este é um ataque mais sofisticado que visa corromper o próprio modelo. O invasor desestabiliza os dados de treinamento da IA, inserindo informações falsas ou tendenciosas. O modelo aprende com esses dados e passa a tomar decisões erradas, muitas vezes de forma imperceptível, minando a confiança no sistema. 

  1. Manipulação e extração de modelo: 

Aqui, o objetivo é roubar a propriedade intelectual (o próprio modelo, que custou milhões para ser treinado) ou, pior, usar técnicas de inferência para descobrir os dados confidenciais nos quais o modelo foi treinado, levando a vazamentos de dados massivos. 

  1. Negação de serviço (DoS) específica de IA:

Invasores podem sobrecarregar um modelo com consultas complexas. Isso não apenas paralisa o serviço, mas pode gerar custos de API absurdamente altos para a empresa-alvo, configurando um ataque de negação de serviço financeiro.


O risco do Shadow AI: Por que a segurança de IA é um ponto cego? 

O problema dos 32% é agravado por um fenômeno também identificado: embora a adoção seja alta, 53% das organizações ainda estão em fase de piloto ou desenvolvimento de suas aplicações de IA. Isso cria o Shadow AI, o equivalente moderno do Shadow IT. 

Equipes de marketing, finanças e desenvolvimento estão experimentando IAs, conectando APIs de modelos públicos a dados corporativos e planilhas, muitas vezes sem o conhecimento ou a supervisão da equipe de cibersegurança ou do CISO. 

Cada um desses pilotos é um sistema de IA não gerenciado, sem guardrails de segurança, exposto aos ataques de prompt injection e extração de dados. A velocidade da inovação está superando a capacidade de controle, e os ataques de IA estão explorando essa lacuna em um ritmo alarmante.


5 passos para uma estratégia de segurança de IA 

Para inovar sem se tornar uma vítima, as empresas precisam começar a tratar a IA como um componente crítico de software que exige segurança pela concepção (Security by Design). 

A segurança de IA eficaz é um framework de governança que se baseia em 5 pilares práticos:

1. Mapear e descobrir 

O primeiro passo é mapear todos os sistemas de IA em produção ou piloto. Não se pode proteger o que não se vê, portanto:

  • Quais equipes estão usando IA?

  • São modelos internos (on-premise) ou APIs de nuvem? 

  • A quais bancos de dados, sistemas e APIs internas esses modelos têm acesso? 

  • Qual é o fluxo de dados? (Dados do cliente estão sendo enviados para uma API pública?) 

2. Avaliar vulnerabilidades específicas

Uma vez mapeada, a superfície de ataque da IA deve ser testada. Isso vai além de um pentest tradicional. É preciso realizar um AI Red Teaming:

  • Testar ativamente os guardrails do modelo com ataques de prompt injection.

  • Simular tentativas de extração de dados.

  • Avaliar a resiliência do modelo contra entradas inesperadas ou maliciosas.

3. Proteger e implementar guardrails 

A proteção da IA envolve a criação de firewalls específicos para modelos de linguagem. Isso significa implementar controles robustos de entrada e saída:

  • Controle de entrada: Filtrar prompts de usuários para detectar e bloquear padrões conhecidos de prompt injection antes que cheguem ao modelo.

  • Controle de saída: Monitorar as respostas da IA para garantir que ela não esteja vazando dados sensíveis e para mascarar essas informações em tempo real.

  • Controle de acesso: Aplicar o princípio do privilégio mínimo. A IA deve ter acesso apenas aos dados e sistemas necessários para sua função.

4. Estabelecer métricas de segurança e governança

A segurança de IA precisa ser mensurável. A governança define quem é o responsável pelo risco de cada modelo.

  • Métricas: Quantas tentativas de prompt injection foram bloqueadas? Quantas vezes a IA tentou acessar dados fora de seu escopo.

  • Governança: Criar um comitê de ética e risco de IA. Definir políticas claras sobre quais casos de uso são permitidos e quais dados podem ser usados para treinamento.

  • Treinamento: Educar desenvolvedores em codificação segura para IA e treinar usuários finais para identificar deepfakes e interagir de forma segura com as ferramentas.

5. Preparar a resposta a incidentes de IA

Se 32% das empresas já foram atacadas, ter um plano de resposta é crucial. O que fazer quando um modelo de IA é comprometido?

  • O playbook de resposta é diferente. 

  • Como desligar o modelo rapidamente sem quebrar a operação? 

  • Como identificar dados que foram envenenados e treinar o modelo novamente?

  • Como auditar as decisões que a IA corrompida tomou?


Inovação e segurança com a Tecnocomp

A era da Inteligência Artificial não permite hesitação, mas a estatística prova que avançar sem governança é um risco estratégico inaceitável. A segurança de IA é o que separa a inovação sustentável de uma futura crise de dados. 

Implementar um framework de AI TriSM exige mais do que apenas tecnologia: exige conhecimento técnico em infraestrutura, dados e cibersegurança, além de uma visão estratégica de processos. 

É aqui que a Tecnocomp se torna a parceira ideal. Nós não apenas entendemos o potencial da IA, nós entendemos como integrá-la com segurança à sua infraestrutura de TI. 

Nossos especialistas ajudam sua empresa a mapear as vulnerabilidades dos seus modelos e estabelecer a governança necessária para proteger suas operações

Quer inovar com IA sem se tornar parte da estatística? Fale com a Tecnocomp e vamos juntos desenhar uma estratégia de segurança de IA sob medida para seu negócio.

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