Cogeração em data centers: A alternativa sustentável com até 90% de eficiência
13 de jan. de 2026

Atualmente, o setor de tecnologia enfrenta um paradoxo sem precedentes: a explosão da Inteligência Artificial e do processamento de dados em tempo real exige uma infraestrutura massiva, enquanto as metas globais de descarbonização pressionam por operações cada vez mais limpas. Nesse cenário, a cogeração em data centers deixou de ser uma alternativa teórica para se tornar a espinha dorsal de uma estratégia de infraestrutura resiliente e sustentável.
Os centros de dados são conhecidos por serem grandes consumidores de energia, mas o verdadeiro gargalo não é apenas o consumo, e sim o desperdício térmico. É aqui que a tecnologia de cogeração (também conhecida como Combined Heat and Power - CHP) torna-se decisiva. Ao produzir eletricidade no próprio local e reaproveitar o calor residual que antes seria dissipado, as empresas estão alcançando excelentes níveis de eficiência técnica.
Se a sua operação ainda depende exclusivamente da rede elétrica convencional, você pode estar operando com uma eficiência limitada. Neste artigo, exploramos como o modelo de cogeração está redesenhando o futuro dos data centers no Brasil e porque ele é o pilar central das iniciativas de ESG mais bem-sucedidas do setor.
O que é a cogeração em data centers e como ela funciona?
A base da cogeração em data centers é a produção simultânea de duas ou mais formas de energia a partir de um único combustível — geralmente o gás natural, que serve como um combustível de transição estratégica. Em um sistema convencional, a eletricidade é comprada da rede e o calor gerado pelos servidores é expelido por sistemas de refrigeração caros e intensivos em energia.
Na cogeração, um motor ou turbina gera a eletricidade localmente para alimentar os racks. O diferencial está no calor residual desse processo de geração. Em vez de desperdiçá-lo, esse calor é capturado e enviado para chillers de absorção, que o transformam em água gelada para o resfriamento dos servidores.
Esse ciclo fechado, frequentemente chamado de trigeração (eletricidade, calor e frio), é o que permite uma economia de recursos. Conforme destaca a ABEGÁS, a utilização do gás natural para este fim é uma das rotas mais eficientes para garantir a segurança energética em instalações de missão crítica.
O salto de eficiência
Quando falamos em eficiência energética no Brasil, a média das usinas térmicas convencionais raramente ultrapassa os 40% a 50%, devido às perdas na transmissão e dissipação de calor. No entanto, estudos recentes apontam que a cogeração pode elevar a eficiência energética a até 90%.
Essa otimização impacta diretamente o PUE (Power Usage Effectiveness), a métrica de ouro do setor. Ao reduzir a necessidade de energia externa para refrigeração, o sistema CHP permite que quase toda a energia consumida seja direcionada para o processamento de dados.
Segundo análises do mercado, a implementação de sistemas de cogeração é um dos caminhos mais viáveis para reduzir o PUE em climas tropicais como o brasileiro, onde o custo de resfriamento é tradicionalmente elevado.
Resiliência operacional e independência da rede elétrica
Para um gestor de infraestrutura, a disponibilidade é inegociável. A cogeração em data centers oferece uma camada de proteção conhecida como operação em ilha. Isso significa que, em caso de instabilidade ou apagão na rede elétrica pública, o data center continua operando de forma independente, utilizando sua própria planta de geração.
Além da segurança, existe o fator custo. Com a volatilidade das bandeiras tarifárias e o aumento da demanda por conta da IA, produzir a própria energia torna-se uma jogada financeira inteligente. O modelo fortalece a operação local, reduzindo a dependência de infraestruturas externas que muitas vezes já estão operando no limite de sua capacidade.
Diante deste cenário, a resiliência proporcionada pela cogeração é um impulso direto para empresas que não podem se dar ao luxo de um segundo de downtime.
ESG e a redução nas emissões de carbono
Atualmente, as práticas de ESG são auditadas com rigor. De encontro a este fator, a cogeração contribui para a sustentabilidade de três formas principais:
Menor consumo de combustível primário: Como o sistema aproveita o calor, ele queima menos combustível para entregar a mesma quantidade de energia total.
Redução de perdas de transmissão: A energia produzida no local elimina as perdas que ocorrem em centenas de quilômetros de cabos da rede nacional.
Substituição de fontes mais sujas: O uso do gás natural em sistemas de alta eficiência emite significativamente menos CO2 do que a média das fontes fósseis utilizadas em momentos de pico da rede elétrica.
Além disso, a integração da cogeração com projetos de eficiência energética é um passo crucial para data centers que buscam certificações ambientais internacionais e a conformidade com as metas ESG.
Desafios e viabilidade técnica no cenário brasileiro
Apesar dos benefícios, a implementação exige um planejamento rigoroso. Não se trata apenas de instalar um gerador, é necessário realizar um estudo de carga térmica detalhado para garantir que o calor residual produzido seja compatível com a necessidade de refrigeração da instalação.
A infraestrutura de fornecimento de gás natural também é um ponto de atenção. No Brasil, centros urbanos e polos tecnológicos já contam com redes robustas, facilitando a adoção. O sucesso reside na modularidade dos sistemas, permitindo que o data center potencialize sua capacidade de geração conforme a demanda aumenta, mantendo sempre o equilíbrio térmico.
Por isso, para muitos CIOs, a saída mais viável para a crescente demanda por energia tem sido o investimento em plantas de cogeração que combinam baixo impacto ambiental com previsibilidade financeira.
A Tecnocomp como parceira na modernização de infraestrutura
Navegar pela complexidade de um projeto de cogeração em data centers exige um parceiro que combine conhecimento técnico com uma visão estratégica de longo prazo. A Tecnocomp, presente no mercado há mais de três décadas, consolidou-se como referência nacional na gestão de serviços críticos de TI exatamente por entender que a tecnologia deve servir aos resultados do cliente.
Seja através do gerenciamento de projetos complexos, manutenção certificada ou na otimização de ambientes de missão crítica, atuamos como um parceiro estratégico que preza pela transparência e pelo controle de custos.
Em um mundo onde a eficiência energética é sinônimo de sobrevivência competitiva, a Tecnocomp entrega o que há de mais avançado em serviços de TI, garantindo que sua infraestrutura seja resiliente hoje e sustentável amanhã.
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