
No cenário tecnológico atual, a cibersegurança corporativa não permite mais divisões entre segurança técnica e estratégia de negócio. O perímetro tradicional de rede desapareceu, dando lugar a ecossistemas híbridos, forças de trabalho distribuídas e uma dependência crítica de sistemas em nuvem. Nesse novo paradigma, uma verdade se impõe aos boards e gestores: a identidade é o novo perímetro. No entanto, para que essa defesa seja eficaz, a integração entre IGA e Zero Trust deve ser tratada como a espinha dorsal da resiliência organizacional.
O conceito de Identity Governance and Administration (IGA) passou por uma transformação nos últimos dois anos. Se antes o foco era puramente regulatório — uma ferramenta para cumprir requisitos de compliance — hoje o IGA é o motor que garante que a operação não pare. Sendo assim, a má implementação da governança de identidade é uma das principais causas de incidentes de segurança e interrupções que travam a inovação em empresas de todos os tamanhos.
Neste artigo, detalhamos como a evolução do IGA para um componente estratégico sustenta a arquitetura de Zero Trust e por que essa mudança de mentalidade é vital para a continuidade de negócios.
A evolução do IGA: De burocracia ao valor estratégico
Historicamente, o IGA era visto como um fardo administrativo. O processo consistia em revisões manuais de acesso, planilhas complexas e uma postura reativa diante da conformidade. No entanto, agora a realidade do mercado exige agilidade e o IGA precisa deixar de ser burocrático para se tornar uma peça-chave da governança corporativa.
Atualmente, a governança de identidade lida com o ciclo de vida completo de cada usuário: o Joiner (entrada), Mover (mudança de função) e Leaver (desligamento). De acordo com a IBM, o IGA moderno fornece visibilidade e controle sobre quem tem acesso a quais recursos, mitigando o risco de acúmulo de privilégios — um problema silencioso onde usuários mantêm acessos desnecessários de cargos antigos, criando brechas de segurança.
Essa transição para o modelo estratégico permite que as empresas não apenas atendam à conformidade, mas também otimizem custos operacionais e garantam que a tecnologia seja um habilitador de novos negócios.
Por que um IGA mal implementado trava a empresa?
Relatórios de cibersegurança indicam que o IGA mal gerido é hoje um dos maiores obstáculos para a inovação. Quando o provisionamento de acessos é lento ou falho, novos projetos de IA ou expansões multicloud são interrompidos por barreiras de segurança mal configuradas.
O impacto vai além do compliance. Um sistema de IGA ineficiente causa:
Incidentes de cibersegurança: Estatísticas mostram que identidades mal governadas são a porta de entrada para a maioria dos ataques de ransomware.
Interrupções de negócios: Falhas no processo de acesso impedem que equipes operem em sua capacidade máxima.
Danos à reputação: Vazamentos de dados causados por contas órfãs geram multas pesadas e perda de confiança no mercado.
Diante deste cenário, a maturidade em IGA tornou-se o diferencial entre empresas que apenas reagem a crises e aquelas que operam com resiliência preditiva.
IGA e Zero Trust: A combinação essencial para a segurança moderna
O modelo de confiança zero (Zero Trust) baseia-se na premissa de nunca confiar, sempre verificar. Mas como verificar se você não tem certeza de quem é o usuário e se o seu nível de acesso ainda é legítimo? É aqui que o IGA e Zero Trust se tornam indissociáveis.
O Zero Trust exige um motor de política forte que utilize a identidade como o plano de controle central. O IGA provê o contexto necessário para que essa arquitetura funcione. Sem uma governança robusta, o Zero Trust torna-se apenas um conjunto de ferramentas isoladas, incapazes de impedir a movimentação lateral de atacantes dentro da rede.
A implementação prática desse modelo envolve a validação contínua baseada em risco. Estratégias avançadas integram o IGA diretamente aos controles de acesso privilegiado (PAM), garantindo que até as contas mais críticas da empresa estejam sob vigilância constante e governação estrita.
Continuidade de negócios: O papel do IGA na resiliência operacional
Para um executivo, a continuidade de negócios é o objetivo final de qualquer investimento em TI. Um IGA estratégico garante que a empresa continue funcionando mesmo diante de ameaças persistentes. Ao automatizar o desprovisionamento de contas (offboarding), o sistema reduz significativamente a superfície de ataque.
O IGA simplifica as auditorias e permite uma resposta a incidentes muito mais rápida. Se uma conta é comprometida, a governança permite identificar instantaneamente quais sistemas estão em risco e bloquear o acesso de forma cirúrgica, sem paralisar o restante da operação.
No Brasil, empresas estão adotando guias atualizados de implementação para garantir que pequenas e médias operações também alcancem esse nível de resiliência, como detalha a Futuretec. A continuidade do negócio, portanto, depende da capacidade de manter as identidades limpas, verificadas e governadas em tempo real.
Identidades não humanas e o novo desafio da governança
Um dos maiores saltos de complexidade atualmente é a explosão de identidades não humanas — bots de RPA, agentes inteligentes, dispositivos IoT e workloads em nuvem. Esses agentes agora executam tarefas críticas e transacionam dados sensíveis sem supervisão humana direta.
O desafio é que muitos desses sistemas possuem privilégios excessivos que não são revisados com a mesma frequência que os acessos humanos. O IGA agora deve estender sua governança para essas identidades não humanas. Esse é o papel silencioso que o IGA desempenha para evitar que a automação se torne uma vulnerabilidade invisível.
Para as organizações brasileiras, entender como aplicar o Zero Trust na prática para essas novas entidades é o próximo passo da maturidade digital.
Governança de identidade com foco em resultados
Navegar pela complexidade da convergência entre IGA e Zero Trust exige um parceiro que combine conhecimento técnico com uma visão ampla e estratégica do negócio. A Tecnocomp, presente no mercado há mais de três décadas, consolidou-se como referência nacional em gestão de serviços de TI exatamente por entender que a tecnologia deve servir aos resultados do cliente.
Nossa equipe técnica está preparada para apoiar sua empresa na jornada de implementação de soluções de cibersegurança e governança. Atuamos de forma consultiva, garantindo que o IGA deixe de ser um custo burocrático e passe a ser um pilar de resiliência, agilidade e continuidade de negócios.
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